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A IA Atual Pode Não Levar à Superinteligência



Líderes das maiores empresas de IA têm feito promessas audaciosas. Mark Zuckerberg anuncia que a superinteligência está à vista. Dario Amodei, da Anthropic, prevê uma IA mais inteligente que ganhadores do Nobel até 2026, capaz de duplicar o tempo de vida humano. Sam Altman, da OpenAI, afirma com confiança que já sabe como construir a AGI (Inteligência Artificial Geral).

Mas será que devemos acreditar nessas promessas? Se confiarmos na ciência da inteligência humana e olharmos criticamente para os sistemas que essas empresas criaram até agora, a resposta pode ser preocupante.


O Problema Fundamental

Todos os principais chatbots do mercado — ChatGPT, Claude, Gemini e os produtos da Meta — compartilham uma característica essencial: são grandes modelos de linguagem (LLMs). Fundamentalmente, eles funcionam coletando quantidades extraordinárias de dados linguísticos (muito provenientes da internet), identificando correlações entre palavras (ou "tokens", sub-unidades de palavras), e então prevendo qual deve ser a resposta ideal para determinada entrada.

Apesar de toda a complexidade aparente da IA generativa, no núcleo, esses sistemas são essencialmente modelos de linguagem. E aí está o problema.


Linguagem ≠ Inteligência

Segundo as pesquisas mais recentes em neurociência, o pensamento humano é amplamente independente da linguagem humana. Isso significa que temos poucas razões para acreditar que modelar a linguagem de forma cada vez mais sofisticada resultará em uma forma de inteligência que se iguale ou supere a nossa.

A indústria da IA construiu uma bolha multibilionária fundamentada em uma premissa questionável: que dominar padrões linguísticos é equivalente a desenvolver inteligência genuína. As evidências científicas, no entanto, apontam em outra direção.


O Que Isso Significa?

Essa descoberta levanta questões importantes sobre o futuro da IA:

  • Os LLMs têm limitações inerentes que podem não ser superadas simplesmente aumentando o tamanho dos modelos ou a quantidade de dados

  • A verdadeira inteligência artificial pode exigir abordagens fundamentalmente diferentes das atuais

  • As promessas de superinteligência podem estar baseadas em uma compreensão equivocada de como a inteligência realmente funciona


Perspectivas para o Futuro

Isso não significa que os LLMs não sejam úteis — claramente são ferramentas poderosas para diversas aplicações. No entanto, é importante ter expectativas realistas sobre suas capacidades e limitações. A diferença entre processar linguagem de forma sofisticada e possuir inteligência genuína pode ser muito maior do que muitos executivos de tecnologia querem admitir.


Fonte: The Verge

Imagem: Gemini 3 Pro

 
 
 

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